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A particularidade deste livro de Vítor Pinto Basto é que realiza aderiva basca com a emoção e solidariedade de quem se propõe conhecer o outro através da pergunta franca e aparentemente simples de umjornalismo feito de seriedade e rigor. Para além da violência da ETAou da repressão da Guarda Civil, num Estado que se proclama espanholmas coexistindo com o pulsar galego e catalão, existe uma rede humanaque vive e sonha com um Euskadi livre. De Otamendi às ikastolas de Peio Egaña, do silêncio de Savater ao lehendakari Ibarretxe, desfia-se um novelo de uma região tolhida em si própria, como um "fio que tudoabraça", palavras atentas do autor. Muito mais do que um problemaespanhol, o País Basco torna-se, cada vez mais, um problema europeuque urge compreender em toda a sua dimensão. O contributo de Vítor Pinto Basto é o de abrir portas a uma dimensão humana ladeada porbalas e bombas, referendos e programas irredutíveis. Dele se pode lerque "Cheguei a algumas conclusões, embora não seja sobre elas que este livro se pretende livro, logo, obviamente lido."