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Na luta renhida com as forças liberais, os contra-revolucionáriosportugueses empregaram um complexo dispositivo de propaganda, formalmente moderno, baseado num duplo efeito: defender, através de um discurso ideológico muito dogmatizado, a vetusta ordem teocráticaconsubstanciada na "santa aliança" do Trono com o Altar e, emsimultâneo, estimular irracionalmente, graças ao forte perfilcarismático do seu chefe - o Infante D. Miguel (1802-1866) -, opotencial mítico (subentenda-se messiânico) latente no imagináriocolectivo.