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Situado entre dois mundos cinzentos que estranhamente se encaixam, não fora a logo marginada primavera de abril, o plot textual (lírico, avassalador, pachequiano e atualíssimo) convoca uma tensão dramáticaentre um eu admonitório e um tu sofredor. A breve trecho, como nodrama regiano, há um eu que é um outro e um outro que é um eu. Ninguém fica, de facto, de fora deste voo rasante sobre a memória, oslugares, os heróis e os cheiros. Todos dentro do fogo devorador, dotempo que não espera, eis que uma breve e súbita alegria irrompe doíntimo comum - finalmente, a possibilidade de sermos. Martim Gouveiae Sousa, in Ave Azul - 9 de Julho 2012.