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Há muito, muito tempo, existia um mundo sem cores. Nesse tempo distante, todas elas viviam escondidas numa gruta profunda, no alto de uma montanha. Ali, apertadas e inquietas, empurravam-se dia após dia, enquanto sonhavam com espaço, luz e liberdade. Até que, de repente, a própria Terra espirrou. Nesse instante inesperado, as cores foram lançadas pelo ar, assustadas e maravilhadas. Por isso, uniram-se numa nuvem brilhante. Logo depois, levadas pelo vento, chegaram a um vale pálido e silencioso, onde nem as flores ousavam erguer a cabeça. A chegada ao vale A partir desse momento, tudo começou a mudar. A presença da nuvem despertou o gigante adormecido. Ao mesmo tempo, a pequena águia abriu os seus olhos curiosos. Apesar disso, o vale continuava espera de uma decisão. As cores hesitaram. Deveriam ficar e transformar aquele lugar? Ou, pelo contrário, continuar a vaguear livres pelo mundo? A experiência da transformação Entre dúvidas, medos e curiosidade, decidiram experimentar. Assim, o Verde caiu suavemente sobre os prados. Em seguida, o Vermelho mergulhou nas pétalas das flores. Depois, o Castanho encontrou descanso no tronco de uma árvore. Entretanto, outras cores descobriram novas formas de existir. Até a água da nascente, pouco a pouco, recebeu reflexos coloridos. Como resultado, quem dela bebia passava a sonhar em cores. O nascimento do Vale Sem Cor Pouco a pouco, o vale ganhou vida. Com a cor chegaram a música, a alegria e a imaginação. Aquilo que antes era silêncio transformou-se, então, num lugar cheio de histórias. Ainda hoje, essa memória permanece. Por isso, a luz que brilha nos nossos olhos guarda o eco desse lugar mágico. É a herança do antigo Vale Sem Cor. Sobre a autora e a ilustradora Criada por Dai Yun, autora, tradutora e especialista em literatura infantil, esta história celebra a diversidade e o poder transformador da imaginação. Além disso, o universo do livro ganha vida através das ilustrações de Iwona Chmielewska, uma das artistas mais premiadas...