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Durante séculos, o homem foi buscar à religião a explicação para osproblemas do mundo. Depois começou a pensar por si, a percorrer o seupróprio caminho e a verificar que as conclusões a que chegava nemsempre coincidiam com o que a fé lhe ensinava. Daí o conflito entre Ciência e Fé, que terá atingido o seu auge com o racionalismo doséculo XIX, mas que perdura até aos nossos dias. É possível ter fémesmo depois de admitir as explicações mais recentes da ciência sobrea origem do mundo, a origem da vida e a origem do homem? É possívelacreditar em milagres, sabendo o que se sabe sobre a estrutura damatéria, do ser vivo - sobre os (aparentes) determinismos do mundo? Énesta (im)possível conciliação que se coloca o problema dassurpreendentes relações entre a Ciência e a Fé. Professor de Física e Astronomia, Chet Raymo aborda o problema, com uma agilidade invejável, que lhe permite lançar sobre esta velha questão uma luz nova e muitas vezes inesperada.