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Esta obra regista um conjunto de contos e orações que António Cangueiro ouvia da mãe, Maria Joaquina Garcia, na infância, preservando o património oral da família e da comunidade. De origenshumildes, o autor, pais e irmãos viviam com poucos recursos, numa casa pequena, «mas morava lá muito riso e alegria. Cantava-se econtavam-se muitas histórias.» São essas recordações, esse patrimónioimaterial, que o autor reúne neste livro: «Tantas vezes me estribeinestas histórias para viajar na minha imaginação... Viajei no mar quenunca tinha visto e que mais tarde experimentei de profissão, marinheiro fui, e senti o furor das suas ondas. História onde apureios sentidos para a humanização ou malvadez da condição humana. [à]Rezar era conversar com quem te suavizava as agruras da vida e Deusacalmava os teus medos e tuas ansiedades. As trovoadas amedrontavam-te e logo ouvido o primeiro trovão ou visto o primeiro relistro, acandeia do azeite acendias, o postigo quase cerravas para a luz nãoentrar com tanta vontade, ajoelhavas-te e começavas a rezar: "Santa Bárbara Bendita que no céu está escritaàö»