O Segredo Do Grão Vasco
ISBN: 9789896770785
O SEGREDO DO GRÃO VASCO Pedro Martins DE COIMBRA A VISEU, O 515 DEDANTE A DESCODIFICAÇÃO DOS MISTÉRIOS E SÍMBOLOS LEGADOS PELO MAIORPINTOR QUINHENTISTA PORTUGUÊS «à porque o ver muito ensina», lembrava Francisco de Holanda no século XVI. Lição depois colhida por Almada Negreiros, que sublinhava a diferença entreolhar e ver: olhar, todosolhamos, distraidamente, mas ver realmente visto é coisa de poucos. EÁlvaro Ribeiro foi mais além, no seu prefácio de Os Painéis do Museudas Janelas Verdes, de José Luís Conceição Silva: «A obra de arte nãoé só para ver: é também para ler.» Agora Pedro Martins viu as obras de Grão Vasco e nelas leu o seu segredo - fez uma laboriosa decifraçãode obras próprias de um tempo em que diversas linguagens, a escrita no papel impresso (como Menina e Moça) mas também a inscrita nas pedras(o Mosteiro dos Jerónimos) ou a traçada nas tábuas pela arte dos quesabiam, como Grão Vasco, eram concebidas para mostrar escondendo, ocultando. O tempo do pensamento rigorosamente vigiado. Seguindo oscaminhos abertos por António Telmo na História Secreta de Portugal epor Lima de Freitas em 515 - O Lugar do Espelho e nos estudos sobre Almada, numa linhagem nobre e contra a corrente (a que desconsiderasistematicamente a pintura portuguesa antiga), Pedro Martins parte deuma intuição de Pascoaes e revela-nos um Grão Vasco enquanto Fiel-do-Amor e guardião da «secular persistência de um idealtemplário, joaquimita, franciscano e gibelino, sinal difuso, masseguro, da existência de um projecto espiritual emanado da Igreja de João, a milícia templária da Ordem de Cristo: o Império do Espírito Santo». Este é um livro para ser lido com o olhar do coração. António Carlos Carvalho in Prefácio Pedro Martins nasceu em Lisboa em 22 de Janeiro de 1971, dia de São Vicente. Jurista e advogado, licenciou-seem 1993, pela Faculdade de Direito de Lisboa. Pós-graduou-se em Sociologia do Sagrado e do Pensamento Religioso, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Vive hámuito em Sesimbra. Aqui ou em Estremoz, conviveu uma década bemcontada com António Telmo, de cuja amizade colheu largos benefícios. No último lustro, vem desenvolvendo uma hermenêutica do pensamentoparaclético na cultura portuguesa, que percorre a poesia (O Anjo e a Sombra: Teixeira de Pascoaes e a Filosofia Portuguesa, Pena Perfeita,2007), a história e a filosofia (O Céu e o Quadrante: desocultação de Álvaro Ribeiro, Serra dÆOssa, 2008), e agora a pintura, mediante adecifração esotérica das obras-primas do Grão Vasco, numa demanda queculmina em Viseu, o lugar da visão. Colaborador regular dos Cadernosde Filosofia Extravagante e da Nova Águia, é membro da Direcção do MIL - Movimento Internacional Lusófono e encontra-se envolvido na Nova Águia concretização do Círculo António Telmo.