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Este romance cruza Os Lusíadas com a Peregrinação. Os marinheirosportugueses instalaram-se em reinos distantes. Depois de passarem além da Tapobrana, saquearam e mataram. Afonso de Albuquerque foi um génio da guerra no mar. Com uma centena de navios e, quanto muito, doismilhares de homens sob as suas ordens, fechou as portas do Índico para o Pacífico, o Mar Vermelho e o Golfo Pérsico. Todos os impérios foram do mal e os conquistadores foram sempre odiados. Luís de Camõesilustrou uma das faces da epopeia. Glorificou a Expansão portuguesa, que está na origem do colonialismo. Cantou os feitos heroicos, a honra e a coragem. Ao embarcar para o Oriente, levava na bagagem oconhecimento da literatura greco-romana. Valorizou-se, no contacto com povos diferentes e atingiu um sentimento de pertença universal. Setivesse permanecido em Lisboa, não teria podido aliar ao seu talento a vivência que humanizou Os Lusíadas. Fernão Mendes Pinto terá ido mais além. Pôs a descoberto o lado escuro da navegação e da conquista. Retratou os seus compatriotas tal como eram, com as qualidades e osdefeitos ampliados pela exaltação da época. As duas obras completam-se e permitem uma visão mais lúcida do Império Português do Oriente e, talvez, de nós próprios