Ir al contenido

Deambular por uma cidade, se perder por suas ruas, enveredar por umbairro desconhecido, ver pessoas e passar por elas, ou mesmo percorrer sempre os mesmos caminhos no vai e vem rotineiro do dia a dia, compõem vivências em meio a pedras, tijolos, concreto, paralelepípedos, asfalto. Esses percursos podem nos levar a poucoindagar sobre o significado do construir, a ignorar as tensõesenvolvendo técnicas e interesses diversos, podem quase fazer da cidade um mero lugar de morar, trabalhar, ocupar os momentos de lazer. Osautores dessa coletânea, entretanto, nos convidam a refletir sobre osignificado de edificar, definir lugares e regras de convivências, preservar ou eliminar vestígios de diversas temporalidadesconstitutivas das cidades. Campinas se dispõe para eles comoterritório de suas indagações sobre a vontade de memória, decolecionar e arquivar documentos, preservar marcos simbólicos, vontade de determos o tempo, de nos apoderar do vivido, de nos esquivar aoesquecimento. Tarefa difícil e talvez quimérica. Contudo, um efetivoexercício de cidadania. Maria Stella Martins Bresciani