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«Do que escreveu e disse pode então concluir-se que o autor [Agostinho da Silva] não se considerava filósofo. Vem assim, ele próprio, beliscar a serena consensualidade reinante em torno da caracterizaçãodo seu perfil intelectual ou profissional.» João Maria de Freitas Branco «[...] existe, para quem se não sente com preparação e forçapara a filosofia, [...] um género humilde, de simples comentário, denota à margem, um género despreocupado e de parca exigência em matéria de saber e de pensar: o considerativo, aqui presente.» Agostinho da Silva «Com este livro, o Prof. João Maria de Freitas Brancoconvida-nos a uma viagem aliciante e, para alguns, surpreendente. Coma sua sólida formação filosófica e científica, leva-nos ao encontro de um homem livre (...) que não aceita nenhuma forma de dogmatismo, recusando os pensamentos feitos e os juízos definitivos, com umapreocupação constante pelo futuro do mundo. Um homem que incitava aopensamento sem quaisquer constrangimentos, para que cada um posa seraquilo que realmente é, um homem aberto a todas as propostas, contraditório, cultivador do paradoxal. Um homem apaixonado pela vida, pela companhia e pela conversa, sempre com um humor certeiro eprovocante e uma alegria contagiante. Um homem a quem nega o atributode filósofo, sem negar o seu profundo conhecimento da filosofia que, aliás, enche todo o seu pensamento, a quem considera fundamentalmenteum político, preocupado com a organização do mundo (...)» Manuel Pinain Prefácio