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Erguida num pequeno alto, a Igrejinha que, encantado, Pinto Nogueiradesenhou, nasceu há quase meio milénio em resultado da vontadetestamentária de um probo fidalgo eborense, Luís Mendes de Oliveira, que em 1528 mandou construir. Fascinado pelas quentes e planas terrasalentejanas, José Pinto Nogueira, que escolheu para seu refúgio estelocal, embelezou com vasos de flores as ruas da sua Igrejinha, talvezsugestionado pelas laranjeiras que há muitos anos lhe dão cor. Soubedescobrir a aldeia, a sua escala, a sua harmonia, a sua lógica, a suahomogeneidade. Um espantoso levantamento tirado ao natural em discreta homenagem às gerações de homens e mulheres que fizeram, habitaram ehabitam esta aldeia alentejana que chegou, assim, «inteira e pura», ao limiar do século XXI. Em Igrejinha - Uma Aldeia no Alentejo, José Pinto Nogueira mostra-nos, em traços finos e precisos da suaprodigiosa e sensível habilidade, a beleza natural desta pequenaaldeia, no concelho de Arraiolos, e que Manuel Branco enriquece com um texto magistral.